A Palavra vale o que vale
A Palavra sempre foi de grande valor para a Humanidade.
Há muito que sinto a Palavra como primordial e sempre precisei dela para respirar, mas nem sempre agi em conformidade com essa importância e, por isso, a Palavra fica presa em mim e acaba por valer menos. A Palavra vale o que vale, dependendo do contexto, do tempo, do emissor, dos recetores, das folhas de papel usadas ou das ondas sonoras em que são transmitidas. Para mim, a Palavra vale muito.
Olhar os absurdos do mundo, deprime-nos... As palavras tornam-se negativas, expressam tristeza e revolta, muitas vezes irritabilidadee e dores que em nada beneficiam as outras palavras. Talvez o Silêncio nos redima em momentos como estes, talvez a imposição de palavras fortes e de fé e de verdade sejam necessárias, talvez o grito, a Palavra que rasga o silêncio.
Sentir o mundo interior que nos habita, sem interrupções, em silêncio, fortalece a nossa alma, a nossa vida. Precisamos de clareza sobre o que ainda faz sentido (lucidez, orientação), coragem para mudar crenças e horizontes (impulso, movimento), de renovar o compromisso com a nossa filosofia de vida, a nossa verdade interior (vínculo, motivação) e constância para caminhar com propósito e não por obrigação, pondo um pé à frente do outro (disciplina, rotina).
A Palavra vale o que vale e nós temos de estar conscientes e de ser fortes para experienciar o silêncio que lhe traz valor, bem como os gritos que nos abalam!

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